
Os dois alvos da revogação de vistos pelos Estados Unidos são servidores públicos do governo do Brasil. O anúncio da perda do direito de entrada nos EUA foi feito nesta quarta-feira (13/8) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Ambos atuaram no programa mais médicos e ainda estão no governo federal.
A justificativa do governo de Donald Trump para a revogação é a relação do governo brasileiro com a ditadura cubana no passado.
Um dos nomes citados é o do atual secretário(a) de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales. Ele atuou no Programa Mais Médicos durante o governo da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
Mozart é médico por formação e tem cargo efetivo no Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco. Ele também já atuou como médico legista do Instituto Médico Legal de Pernambuco e no departamento de Medicina Social e ficou exercendo a docência das disciplinas de Deontologia e Medicina Legal na Universidade de Pernambuco.
O outro nome que foi citado pelo governo dos EUA é o de coordenador-geral para a Conferência das Partes (COP30), Alberto Kleiman. Ele é graduado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição pela qual conseguiu o título de mestre em Relações Internacionais.
Leia também
Igor Gadelha
Nova revogação de vistos é “acerto pessoal” de secretário de Trump
Mundo
EUA diz que vai revogar vistos de brasileiros ligados ao Mais Médicos
Igor Gadelha
Bolsonaristas preveem novas revogações de vistos por Trump em breve
Distrito Federal
Funcionário se passa por dono de empresa e aplica “golpe da vistoria”
De abril de 2024 a dezembro de 2024, Kleiman foi diretor de Relações Institucionais e Parcerias na Presidência da República.
Kleiman também foi responsável por relações institucionais no Ministério da Saúde de abril de 2012 a janeiro de 2015.
Fonte: link original

