
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elevou ainda mais a tensão com os Estados Unidos ao convocar uma “jornada especial de alistamento” para as Forças Armadas e para a Milícia Bolivariana. O chamado, feito em rede nacional, ocorre no momento em que navios de guerra americanos se aproximam da costa do país, criando um dos momentos mais críticos na relação entre as duas nações.
A convocação de Maduro é uma resposta direta à demonstração de força dos EUA. O líder venezuelano instou a juventude do país a se juntar às fileiras militares para “defender a pátria” contra o que ele classifica como uma “ameaça imperialista”. A meta é fortalecer o contingente armado e mostrar prontidão para um eventual conflito.
A medida amplia a militarização da sociedade venezuelana e aprofunda a crise na região, que é acompanhada com apreensão pelo governo brasileiro. A mobilização popular para fins militares é vista por analistas como uma estratégia de Maduro para consolidar seu poder internamente e, ao mesmo tempo, enviar uma mensagem de resistência a Washington.
A comunidade internacional observa com preocupação a escalada retórica e militar, temendo que qualquer incidente possa levar a um confronto de consequências imprevisíveis para toda a América do Sul.
Fonte: R7 Notícias