
Se você acha que todo tipo de carne ou fonte vegetal rica em proteína é automaticamente saudável para o seu cachorro, é melhor repensar. Segundo a médica-veterinária Paula Castro, não existe uma proteína universalmente proibida para cães. O que existe, na verdade, são restrições que variam de acordo com a condição de cada animal.
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“Muitos cães têm alergia à carne de frango e carne bovina, por exemplo, e estas são fontes proteicas muito utilizadas como ingredientes das rações comerciais”, explica.
Segundo a especialista, essas reações alérgicas ou de hipersensibilidade não são raras e, quando diagnosticadas, exigem uma abordagem nutricional bastante criteriosa.
Não existe uma proteína que seja proibida para os cães, mas existem restrições
Proteínas alternativas: quando o comum vira problema
Nos casos de alergia alimentar, a recomendação é substituir as fontes tradicionais por proteínas “inéditas” na dieta do animal, como carne de coelho ou cordeiro. Outra opção são as proteínas hidrolisadas, quebradas em partículas tão pequenas que o sistema imunológico do animal nem percebe.
“Essas dietas com proteínas hidrolisadas ou alternativas são importantes justamente para driblar a resposta inflamatória do organismo”, afirma Paula, responsável técnica pela clinica de cães e gatos da FMU.
Cru? Nem pensar
Uma prática que tem ganhado adeptos, mas que ainda gera muita polêmica, é o oferecimento de carnes cruas aos cães. A recomendação da veterinária é clara: melhor evitar.
“O uso de proteínas cruas também deve ser evitado devido ao risco de contaminação e transmissão de parasitas, vírus e bactérias ao animal”, alerta.
Ou seja, por mais natural que pareça, esse tipo de alimentação pode trazer sérios riscos à saúde do seu pet.
Gordura também é proteína? Não exatamente e pode ser um problema
Outro cuidado importante, segundo a veterinária, diz respeito ao teor de gordura de carnes oferecidas aos cães. Embora gordura e proteína sejam nutrientes diferentes, muitas carnes consideradas proteicas vêm acompanhadas de uma carga elevada de gordura, o que pode ser prejudicial ao pet.
“Carnes muito gordurosas também são prejudiciais”, reforça a especialista. A longo prazo, o consumo excessivo pode levar a problemas como obesidade, pancreatite e desequilíbrios metabólicos.
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E as proteínas vegetais?
A atenção também deve se estender às fontes vegetais de proteína. De acordo com a veterinária, soja, feijão e outra leguminosas, quando cruas, são indigestas para os cães e podem até causar intoxicação. O mesmo vale para oleaginosas como amendoim, castanhas e macadâmia.
Além de serem difíceis de digerir, algumas substâncias contêm compostos tóxicos que o organismo dos cães não consegue processar adequadamente.
Dieta personalizada é o melhor caminho
No fim das contas, a resposta para a pergunta “cachorro pode comer todos os tipos de proteína?” é: depende. O mais importante é lembrar que cada animal é único e deve ser avaliado individualmente por um profissional antes de qualquer mudança alimentar.
“Não existe uma proteína que seja proibida para os cães”, ressalta a veterinária. “Mas cada caso exige um olhar atento.”
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