Diretor da PF diz que “interesses desconhecidos” estão por trás de agência antimáfia

O diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (27/8) que “interesses desconhecidos” estariam por trás da proposta do governo federal de criar uma agência especializada no combate a organizações criminosas no Brasil, chamada de agência antimáfia.

O comentário, durante a cerimônia de posse do Superintedente Regional de Polícia Federal no Amapá, vem depois de um imbróglio entre o governo e a PF, que recebeu mal a ideia e pressionou para que o governo recuasse.

 Segundo Andrei, em contraponto à criação de uma nova agência, o órgão de combate a facções no país já existe e é a própria Polícia Federal.

“Enquanto alguns, por interesses desconhecidos, querem criar uma nova agência para combater o crime organizado, a minha resposta é muito direta: essa agência já existe. Ela é a Polícia Federal”, afirmou, sendo aplaudido logo em seguida.

O comentário de Andrei veio na sequência da exposição, pelo chefe da PF, de números da corporação sobre o combate ao crime organizado nacionalmente. Segundo ele, no último ano, houve um aumento de 70% nos bens e valores apreendidos, resultando em mais de R$ 6 bilhões retirados do crime organizado.

Segundo o diretor da corporação, a PF coordena ações em todo o Brasil de maneira integrada com seus “parceiros” nas 27 unidades federativas. Somente nesses forças integradas entre os estado, de acordo com Andrei, foram cerca de 200 “grandes operações”, com mais de mil prisões.

“Vivemos tempos desafiadores, mas registro, uma vez mais, que a Polícia Federal não se afastará um milímetro de sua missão constitucional, e nem se intimidará com ataques covardes e vis, venham de onde for”, afirmou.

Ele também aproveitou a fala para dizer que a PF hoje atua de forma independente e de acordo com a Constituição, lembrando de figuras como o “japonês da federal”, que ficou conhecido do público durante a Lava Jato, para defender uma atuação isenta da polícia.

“A nossa Polícia Federal de hoje é uma polícia de estado, que cumpre sua missão institucional atuando de forma independente, obediente à Constituição Federal e às leis, e focada em melhor servir ao nosso país. Desafio a todos os presentes a mencionar o nome de um policial federal que hoje esteja em destaque. Um ‘japonês da Federal’, um ‘hipster da Federal’, ou algum herói da Polícia Federal”, declarou.

Segundo o diretor da PF, o tempo de “entrevistas espalhafatosas, de pré-condenações, de imprensa na porta de alvos de operações e a criação de mitos e heróis ficou no passado”. Andrei afirma que o momento atual é de uma atuação “estritamente técnica e responsável”.

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Redação

Ricardo Severino, 50, Casado, Jornalista, Radialista, Desenvolvedor Web, Criador de conteúdo - MTB - 95472/SP

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