Depois de denúncia de Sanderson, TCU apura venda de minas de níquel para estatal chinesa

Depois de denúncia de Sanderson, TCU apura venda de minas de níquel para estatal chinesa

Depois de denúncia de Sanderson, TCU apura venda de minas de níquel para estatal chinesa
Sanderson O vice-líder da oposição na Câmara, deputado Sanderson (PL-SP) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir uma investigação sobre a venda dos ativos de níquel da Anglo American para a estatal chinesa China Minmetals, por meio da subsidiária MMG Limited. 

A investigação da venda de ativos de minas de níquel atende à representação apresentada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que indicou possíveis irregularidades na operação e pediu a suspensão cautelar do negócio. O ministro Augusto Nardes foi designado relator do processo.

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Suspeitas sobre a venda de minas de níquel 

O valor do acordo, de aproximadamente US$ 500 milhões, gerou questionamentos porque outra empresa interessada, a Corex Holding, ligada ao grupo turco Yildirim, teria apresentado proposta de US$ 900 milhões. A diferença levantou dúvidas sobre a economicidade da operação e possíveis prejuízos ao patrimônio público.

“A operação deve ser analisada à luz da legalidade, da moralidade e da economicidade”, afirmou Sanderson, no ofício. “A recusa de proposta financeiramente mais vantajosa afronta os princípios constitucionais e pode ter causado grave lesão ao interesse público.”

Questões fundiárias e ambientais

A representação também alerta para o fato de que os ativos de níquel — localizados em Goiás, Pará e Mato Grosso — envolvem terras rurais em áreas sensíveis, sujeitas à Lei nº 5.709/1971, que restringe a aquisição de imóveis por estrangeiros. 

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O deputado afirma que houve possível omissão de órgãos como o INCRA, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e os ministérios de Minas e Energia e da Agricultura, que deveriam ter analisado a legalidade da transação.

“Estamos falando da entrega de ativos estratégicos em regiões de alta sensibilidade ambiental e fundiária, sem a devida fiscalização”, afirmou. “O risco à soberania nacional e ao domínio dos recursos estratégicos é evidente.”

Pedido de cautelar

Na ação encaminhada à Corte de Contas, o parlamentar também solicitou ao TCU que suspendesse preventivamente a conclusão da venda até a análise de mérito. 

“A concessão de medida cautelar é necessária para evitar a consolidação de situação de difícil ou impossível reversão, com risco efetivo à soberania nacional e ao controle da produção de níquel por capital estatal estrangeiro”, destacou.

Agora, o caso será investigado pelo TCU. Se forem confirmadas irregularidades, a representação pede que os autos sejam encaminhados ao Ministério Público Federal, à Advocacia-Geral da União e à Controladoria-Geral da União para as devidas responsabilizações.

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Ricardo Severino, 50, Casado, Jornalista, Radialista, Desenvolvedor Web, Criador de conteúdo - MTB - 95472/SP

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