
O PT protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo investigação sobre uma suposta interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Partido Liberal (PL), legenda à qual Jair Bolsonaro é filiado.
O documento foi apresentado em 25 de agosto de 2025 pelo conselheiro de ética do PT em Sapucaia do Sul (RS), Leonardo Carvalho Bastos.
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Maria Cristina Mendes Caldeira, ex-mulher de Valdemar Costa Neto
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Deputado federal Eduardo Bolsonaro
Vinicius Schmidt/Metropoles3 de 5
Senador Flávio Bolsonaro
Hugo Barreto/Metrópoles4 de 5
Vereador Carlos Bolsonaro
FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua5 de 5
Elon Musk
Reprodução
Na manifestação, o dirigente solicita “investigação criminal, administrativa e principalmente eleitoral” a respeito de “interferência direta em partido político no Brasil, no Partido Liberal”, atribuída a Trump. Segundo o texto, o objetivo seria “tomar para si, o controle do PL, com apoio de Bolsonaros e/ou outros”.
A denúncia se baseia em relatos de Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher de Valdemar Costa Neto. Ela afirmou em encontro com representantes do PT, em 18 de maio de 2024, que Trump tentou oferecer ajuda financeira em um processo judicial nos Estados Unidos, em troca de apoio para retirar Valdemar da presidência do PL. “Se Trump ganhar a eleição, no dia seguinte, Valdemar está fora do PL”, disse Maria Christina, segundo a peça.
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Petição cita Elon Musk
O documento também aponta que Elon Musk teria reforçado a pressão, enviando mensagens e links à testemunha com críticas à esquerda brasileira. Segundo a denúncia, houve ainda a atuação de um emissário ligado ao Partido Republicano de Nova York.
Na manifestação, o PT pede a abertura de ação de impugnação de mandato contra Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro e o apensamento da apuração ao Inquérito 4921, que trata da suposta tentativa de golpe de Estado. Também solicita a “cassação do registro do Partido Liberal e consequentemente extinção do partido político”.
A peça destaca que a tentativa de “dominar um partido político como o PL” violaria a Constituição e a lei dos partidos, que proíbem subordinação a governos estrangeiros e uso de recursos externos.