Dólar sobe com Orçamento, reação de Lula a tarifaço e inflação nos EUA

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O dólar operava em alta nesta sexta-feira (29/8), abrindo a última sessão da semana e do mês com os investidores monitorando a agenda econômica no Brasil e nos Estados Unidos.


Dólar

  • Às 9h11, a moeda norte-americana avançava 0,38% e era negociada a R$ 5,428.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,432.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,47% em agosto e de 12,52% em 2025 frente ao real.

Ibovespa


Entrega do Orçamento ao Congresso

Nesta sexta-feira, o principal destaque da agenda doméstica é o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, pelo governo federal, ao Congresso Nacional.

A expectativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sendo a de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) – ou saldo positivo de R$ 34,3 bilhões, após dois anos seguidos de meta zerada, com receitas equiparadas às despesas.

O limite total de despesas é da ordem de R$ 2,43 trilhões, sendo R$ 2,33 trilhões referentes apenas ao Poder Executivo. O governo ainda estimou uma arrecadação extra de R$ 118 bilhões em 2026 a partir de esforços da fiscalização tributária.

A Lei Orçamentária Anual (LOA), conhecida como o Orçamento da União, é elaborada com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), documento que estabelece as bases que irão nortear o orçamento do ano seguinte.

Além de estimar as receitas e fixar as despesas públicas, a LOA contém todos os gastos do governo federal. O projeto tem de ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto de cada ano.

Ela pode ser modificada por meio de créditos adicionais para atender despesa não autorizada ou insuficientemente prevista. Uma vez aprovados, incorporam-se ao Orçamento do exercício.

Após ser entregue ao Congresso, a proposta tem de ser analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Em seguida, será votada em plenário, até o fim do ano legislativo.

Brasil reage aos EUA após tarifaço

Ainda no Brasil, os investidores repercutem a decisão do governo Lula de autorizar o início de consultas para aplicar ações contra o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump com base na Lei da Reciprocidade.

Com isso, o Itamaraty acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que será responsável por investigar se a tarifa dos EUA de 50% contra o Brasil se enquadra ou não em casos em que a Lei da Reciprocidade pode ser aplicada. O processo, porém, pode ser demorado. Isso porque, a partir do pedido do Itamaraty e de outros ministérios, a Camex tem até 30 dias para dar um parecer final.

Sancionada por Lula em abril deste ano, a Lei da Reciprocidade prevê que o Brasil adote ações contra decisões unilaterais de outros países, que prejudiquem a competitividade brasileira. Entre elas, estão a imposição de tarifas, taxas extras ou restrições sobre importações, suspensão de concessões comerciais e a não obrigatoriedade relativa a direitos de propriedade intelectual. Tais respostas, contudo, devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelas decisões unilaterais, diz a norma.

No início de julho, o governo Trump aplicou uma tarifa de 50% sobre grande parte das exportações do Brasil para os EUA.

Inflação do consumo nos EUA

No cenário externo, o maior foco de atenção dos investidores nesta sexta-feira é a divulgação dos dados do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês), a chamada “inflação do consumo” nos EUA, referente ao mês de julho.

O indicador é observado com lupa pelos diretores do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e serve como parâmetro para a autoridade monetária definir a taxa de juros. A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

De acordo com a média das estimativas de analistas do mercado, a inflação do consumo nos EUA deve ficar em 0,2% (na base mensal) e 2,6% (anual).

Em junho, o indicador foi de 0,3% e 2,6%, respectivamente. O mercado espera, portanto, que a inflação se mantenha estável.

Em sua última reunião, no fim de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed manteve a taxa de juros no intervalo entre 4,25% e 4,5%. A maioria dos analistas espera que, no próximo encontro da autoridade monetária, em setembro, os juros comecem a cair e sejam reduzidos em 0,25 ponto percentual.

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