“Os líderes dos Emirados Árabes enxergam a infraestrutura cultural não apenas como um impulsionador do turismo, mas como um pilar do soft power nacional. Sediar um parque da Disney envia uma mensagem clara: os Emirados Árabes são seguros, modernos e receptivos a famílias, confiáveis o suficiente para abrigar uma das instituições de entretenimento mais icônicas do mundo”, afirmou o especialista em política externa e pesquisador sobre Golfo Pérsico Amit Yarom, em artigo para o think tank americano Atlantic Council. Disputar com Orlando o posto de capital mundial dos parques temáticos faz parte da busca por soft power (exercer influência por outros meios que não a força) dos Emirados Árabes, estratégia que tem como outro dos seus principais eixos os grandes investimentos em futebol, como os realizados no time inglês Manchester City. Yarom destacou que essa estratégia também está ligada a outra meta: a diversificação econômica. “Assim como a Arábia Saudita e o Catar, os Emirados Árabes enfrentam um futuro em que as receitas do petróleo, por si só, não serão mais suficientes para sustentar o crescimento nacional”, explicou. ExploreSábado, 30…

Redação
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