Saúde: Exame TRAb (anti-TRAb): para que serve, como é feito e resultados

Exame TRAb (anti-TRAb): para que serve, como é feito e resultados

O exame TRAb é um exame de sangue que mede a quantidade de anticorpos que atacam o receptor do hormônio TSH na tireoide, indicando se o sistema imunológico está interferindo na sua função e causando a produção excessiva de hormônios.

Esse exame serve principalmente para ajudar a diagnosticar e tratar doenças autoimunes da tireoide, especialmente a doença de Graves, que é uma das causas de hipertireoidismo.

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O exame TRAb costuma ser solicitado pelo endocrinologista, e resultados acima de 1,75 IU/L podem sugerir atividade autoimune na tireoide. No entanto, o médico também leva em consideração sintomas, histórico de saúde e outros exames da tireoide para definir o diagnóstico.

O exame TRAb é indicado para avaliar alterações na tireoide, sendo solicitado para:

Diagnosticar doença de Graves , uma doença autoimune que provoca o aumento da produção dos hormônios da tireoide, levando ao hipertireoidismo;

, uma doença autoimune que provoca o aumento da produção dos hormônios da tireoide, levando ao hipertireoidismo; Diferenciar a doença de Graves de outras causas de aumento dos hormônios da tireoide;

de aumento dos hormônios da tireoide; Acompanhar o tratamento da doença de Graves , ajudando a avaliar a resposta ao tratamento e a eficácia das medicações utilizadas;

, ajudando a avaliar a resposta ao tratamento e a eficácia das medicações utilizadas; Avaliar o risco de recidiva da doença , após o término do tratamento;

, após o término do tratamento; Monitorar gestantes com histórico de doença de Graves, permitindo avaliar possíveis riscos para o bebê.

Dessa forma, o exame TRAb é importante para orientar o diagnóstico e o acompanhamento médico adequado, principalmente na doença de Graves, que é a principal causa de hipertireoidismo autoimune.

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O exame anti-TRAb é, na prática, o mesmo que o TRAb. Alguns laboratórios usam “anti-TRAb” para se referir aos anticorpos contra o receptor de TSH, mas ambos os termos indicam o mesmo teste, que detecta esses anticorpos no sangue.

Antes de realizar o exame TRAb, é recomendado algumas orientações de preparo, como:

Informar ao médico sobre o uso de medicações , principalmente remédios antitireoidianos, como metimazol ou propiltiouracil, já que podem reduzir os níveis de TRAb;

, principalmente remédios antitireoidianos, como metimazol ou propiltiouracil, já que podem reduzir os níveis de TRAb; Suspender o uso biotina , vitamina B7, pelo menos 8 horas antes da coleta, pois doses elevadas podem interferir no resultado do exame;

, vitamina B7, pelo menos 8 horas antes da coleta, pois doses elevadas podem interferir no resultado do exame; Evitar o consumo de bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o exame.

Além disso, na maioria dos casos, o exame pode ser realizado sem jejum, mas alguns laboratórios podem recomendar jejum de 3 a 8 horas antes da coleta, conforme seus protocolos.

O exame TRAb é realizado através de uma coleta de sangue, semelhante à maioria dos exames de rotina.

Durante a coleta, o profissional de saúde retira uma amostra de sangue de uma veia do braço usando uma agulha pequena. O procedimento é rápido, geralmente durando menos de cinco minutos.

Após a coleta, o sangue é enviado ao laboratório, onde o soro é separado para análise. A amostra é colocada em contato com receptores de TSH, permitindo detectar se existem anticorpos que se ligam a esses receptores.

A interpretação dos resultados deve ser feita pelo endocrinologista, que levará em conta sintomas, histórico de saúde e outros exames da tireoide, podendo indicar:

Um resultado alto, geralmente acima de 1,75 IU/L conforme o laboratório, indica que há presença de anticorpos contra o receptor de TSH, sugerindo que o sistema imunológico está interferindo na tireoide.

Valores altos são um marcador da doença de Graves e podem indicar maior risco de hipertireoidismo. Entenda melhor as causas e o que é hipertireoidismo.

Além disso, valores elevados de TRAb durante ou após o tratamento da doença de Graves costumam demonstrar que a atividade da doença ainda está presente ou que há risco de recidiva.

Em gestantes, um resultado alto alerta para o monitoramento, já que os anticorpos são capazes de atravessar a placenta e afetar a tireoide do bebê.

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Um resultado baixo ou dentro do intervalo de referência, que geralmente fica em torno de 0 a 1,75 IU/L dependendo do laboratório, indica que não há quantidade significativa de anticorpos estimulantes ou bloqueadores contra o receptor de TSH.

Isso sugere que a tireoide provavelmente não está sendo atacada pelo sistema imunológico e que não há evidências de Doença de Graves ativa.

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