
Armadilhas reforçam combate à dengue em São José
Um lugar onde o mosquito da dengue encontraria um criadouro é, na verdade, uma armadilha. Para mapear e combater o avanço da doença, agentes de combates à endemias de São José dos Campos têm usado essa estratégia para “caçar” o inseto na cidade.
É a instalação das chamadas “ovitramps”, armadilhas utilizadas no monitoramento do mosquito Aedes aegypti. Os equipamentos são instalados em casas localizadas em áreas pré-definidas pela Secretaria de Saúde.
O dispositivo é simples. Consiste em um recipiente preto preenchido com uma mistura de água e levedura de cerveja, utilizada para atrair o mosquito. Dentro da armadilha, uma palheta de madeira serve como local para a deposição dos ovos.
Após um período de exposição, o material é recolhido e analisado pelas equipes de vigilância. Segundo os agentes, o método é seguro e não oferece riscos aos moradores. O principal objetivo é monitorar a presença do mosquito e mapear áreas com maior infestação.
Armadilha usada contra mosquitos da dengue, em São José dos Campos.
Reprodução/TV Vanguarda
De acordo com a Prefeitura, esse tipo de estratégia auxilia no direcionamento das ações de combate na cidade. Dados do painel da dengue do estado de São Paulo mostram que São José dos Campos tem 192 casos confirmados de dengue e 886 em investigação. Não há mortes confirmadas.
Monitoramento e cenário climático
O uso das armadilhas se torna ainda mais relevante diante do cenário climático. Um estudo do Grupo de Pesquisa em Estatística Aplicada da Univap aponta que, tradicionalmente, os casos de dengue aumentam nos meses seguintes aos períodos de temperaturas mais altas.
No verão passado, a temperatura média começou a subir em dezembro e ultrapassou os 25 °C em fevereiro. Nos meses seguintes — março, abril e maio —, o número de casos da doença aumentou significativamente.
Em alguns períodos, os registros mensais ficaram próximos de 1,2 mil casos. Segundo os pesquisadores, o calor acelera o ciclo de vida do mosquito, enquanto as chuvas ampliam os possíveis criadouros. Com as temperaturas elevadas registradas em dezembro, a expectativa é de aumento dos casos nos próximos meses.
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