O Governo de São Paulo valoriza as comunidades indígenas que vivem no estado. Um dos projetos que consolidam esse reconhecimento é o Programa Guardiões das Florestas . O programa atende atualmente 14 aldeias em territórios espalhados pela capital, Vale do Ribeira, Baixada Santista, litoral norte, Alto Paranapanema e região de Botucatu. A iniciativa valoriza as comunidades indígenas que vivem dentro dos parques e unidades de conservação, já que os remunera pela preservação dessas áreas protegidas. Isso gera benefícios tanto para as aldeias quanto para o meio ambiente e a população, ao ajudar na manutenção das florestas estaduais. A Fase 1 do programa foi executada entre agosto de 2023 e dezembro de 2024, envolvendo oito Territórios Indígenas organizados em seis planos de trabalho, com aporte de R$ 100 mil por plano, totalizando R$ 600 mil investidos no período. Na Fase 2, iniciada em 2025 (com término previsto para maio de 2026), houve ampliação da abrangência e dos recursos, passando a contemplar 14 Territórios Indígenas, cada um com plano de trabalho próprio, e desta vez, com aporte de R$ 150 mil por plano mais 15% para os agentes de Projeto, totalizando um investimento de R$ 2,4 milhões. Resultados Os agentes ambientais indígenas são remunerados por meio de diárias, com limite de até 10 diárias por pessoa ao mês, sendo R$ 150 para atividades entre 4 e 6 horas e R$ 250 para atividades acima de 6 horas, contribuindo diretamente para a geração de renda nas famílias e territórios. Entre maio de 2025 e fevereiro de 2026, foram executados R$ 1,8 milhões considerando o conjunto de recursos destinados ao programa no período. Ao todo, 368 agentes indígenas estiveram envolvidos diretamente nas ações ao longo do período, evidenciando o engajamento das comunidades no programa. No eixo de monitoramento territorial e ambiental, foram percorridos 1.541 km, com registros de indícios de caçadores, além da retirada de mais de 425 sacos de resíduos (de 100 litros cada), demonstrando forte atuação na vigilância e proteção dos territórios. No monitoramento da biodiversidade, foram percorridos 599 km e o registro de diversas espécies. As ações de restauração florestal resultaram em cerca de 15 hectares em processo de recuperação, com o plantio de aproximadamente 13.900 mudas, produção de 7.178 mudas em viveiros, erradicação de 6.175 plantas invasoras e manutenção de áreas que somam mais de 12 hectares, evidenciando impacto direto na recuperação ambiental. No eixo de qualifica
Redação Jornal Voz do Litoral
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