Zagueiro Konaté fala depressão após mortes

A entrevista concedida à rádio France Inter trouxe à tona um aspecto raramente abordado no futebol: a depressão que o zagueiro francês Ibrahima Konaté enfrentou após duas perdas pessoais. Konaté, de 27 anos, revelou que o falecimento de Diogo Jota, ex‑companheiro de Liverpool, e de seu irmão Andre Silva, em um acidente de carro em julho do ano passado, provocou um colapso emocional que o “destruiu”. Meses depois, em janeiro, seu pai Hamady morreu após longa doença, intensificando o sofrimento. O jogador admitiu que, apesar da dor, precisou retornar aos gramados por obrigação contratual, afirmando que “não tínhamos escolha” e que continuou jogando “por ele, pela família dele e por nós mesmos”. A declaração inclui ainda a afirmação de que a depressão no futebol não deve ser motivo de vergonha. O relato expõe a tensão entre demandas profissionais e crises pessoais, mas não traz detalhes sobre apoio psicológico oferecido pelo clube ou por entidades esportivas, deixando em aberto como a situação será acompanhada.

Redação Jornal Voz do Litoral
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