Quando o número de habitantes do Litoral Norte aumenta em poucos dias, seja por feriado ou pelas férias, a rede de saúde já sente o impacto antes mesmo de a cidade perceber as praias cheias. A procura por pronto‑atendimento cresce, ambulâncias ficam presas no trânsito e hospitais recebem pacientes provenientes de outras localidades. As equipes precisam garantir assistência tanto para quem mora em Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba quanto para os visitantes que chegam temporariamente. Essa pressão não se restringe ao verão; depende de estradas, condições do mar, da estrutura de cada município, da rede estadual e da capacidade de encaminhar casos mais complexos. Para o cidadão, o problema se traduz em tempo de espera maior, dificuldade para marcar consultas, falta de profissionais em especialidades específicas e deslocamentos longos quando o atendimento deve ser realizado fora da cidade. O Litoral Norte apresenta bairros afastados, áreas de serra, comunidades tradicionais, ilhas e uma extensão territorial considerável, além de uma população flutuante que varia conforme a temporada. Uma unidade de saúde pode operar com demanda compatível em uma semana e enfrentar lotação na seguinte, quando chega o fluxo de turistas. Em Ilhabela, a travessia para o continente acrescenta um obstáculo adicional para pacientes que necessitam de serviços especializados.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


