O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu bloquear o patrimônio de políticos sem mandato investigados no esquema de desvio de emendas parlamentares, mesmo diante de parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão ocorreu nos casos envolvendo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A PGR defendeu a continuidade das investigações conduzidas pela Polícia Federal e o rastreamento dos recursos públicos sob suspeita. No entanto, Dino registrou expressamente que a Procuradoria se posicionou contra o deferimento das medidas cautelares. As investigações são desdobramento da Operação Transparência, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de direcionamento de emendas parlamentares por pessoas sem mandato eletivo. No caso de Valdemar Costa Neto, Dino determinou a indisponibilidade de até R$ 119,2 milhões em bens, valor correspondente às 21 emendas que, segundo a investigação, teriam sido direcionadas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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