A polícia civil de Ubatuba continua sem pistas sobre o paradeiro de Berenice Ramos, cozinheira de 60 anos desaparecida há 15 dias. O último avistamento ocorreu em 30 de junho, quando ela foi demitida de uma pousada e restaurante em Ubatumirim e pegou carona com sua ex‑patroa, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos. Desde então, a família – José Carlos, Lucas e Ana Clara – registrou boletim de ocorrência e cobra respostas, enquanto a ex‑patroa permanece presa temporariamente desde 10 de julho em Caraguatatuba. Berenice, viúva e mãe de três filhos, mantinha contato diário com a filha caçula, Ana Clara, que estuda em Uberlândia (MG). Segundo a filha, a mãe nunca havia ficado tanto tempo sem comunicar. A polícia civil realizou diligências na pousada, ouviu a ex‑patroa, que confirmou ter levado Berenice até o trevo de Ubatumirim e retornado para casa. Imagens de câmeras de monitoramento mostraram o veículo da suspeita seguindo em direção ao estado do Rio de Janeiro e retornando horas depois. Em mandados de busca e apreensão na residência de Eliane, foram apreendidos o carro sem placas, com sinais de reparos recentes, dois celulares, duas armas e um passaporte. A investigação ampliou o perímetro para cerca de 93 quilômetros, entre o bairro Ubatumirim, em Ubatuba, e a cidade de Paraty (RJ), onde o veículo foi flagrado. A polícia ainda não localizou o corpo de Berenice e não recebeu esclarecimentos da ex‑patroa sobre o destino da vítima. As autoridades continuam analisando as evidências e buscando possíveis locais de depósito, sem descartar a hipótese de homicídio. Enquanto isso, a família permanece sem notícias concretas, e a comunidade local acompanha o caso com preocupação. O caso permanece aberto, sem definição de local ou causa da morte. A polícia civil ainda não divulgou prazo para conclusão das investigações, deixando a família e a população de Ubatuba aguardando respostas sobre o desaparecimento de Berenice Ramos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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