Fraude de R$ 3,8 bilhões em ICMS é desmantelada

A Operação Distrato, deflagrada na manhã de quarta-feira, revelou um esquema estruturado de venda de créditos falsos de ICMS que gerou um prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres do Estado de São Paulo. O esquema foi classificado como uma ‘fraude bem grosseira’ pelo promotor Alexandre Castilho, devido ao uso de falsificações escancaradas de documentos para vender créditos inexistentes a empresas de boa-fé. A investigação, que já dura mais de um ano, cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná. Entre os principais alvos da operação está o grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório foi alvo de buscas. Em Londrina, no Paraná, a advogada Mayra de Paula, apontada pelo Ministério Público como ‘sócia’ de Wilians nas supostas fraudes, também esteve na mira da força-tarefa. A fraude envolvia falsificações de despachos da Secretaria da Fazenda, exibição de telas falsas de quitação de infrações, invenção de garantias e apólices de seguro falsas e até a contratação de um figurante para atuar como auditor fiscal em reuniões virtuais com os clientes. Até o momento, a Secretaria da Fazenda identificou 752 empresas envolvidas no esquema, autuadas pelo uso de créditos falsos. O promotor Alexandre Castilho não descarta que prejuízos bilionários semelhantes ocorram no país inteiro, inclusive com o não pagamento de impostos federais.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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