Na quinta‑feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) identificou cerca de 278 mil não‑cidadãos registrados para votar nas listas eleitorais estaduais. A afirmação foi feita durante discurso ao vivo, onde o mandatário alegou que o número real seria ainda maior. O dado foi apresentado como resultado de um programa de cruzamento de bases, o SAVE (Verificação Sistemática de Estrangeiros para Benefícios), que o DHS utiliza há tempos para validar cidadania e status migratório em benefícios governamentais. Segundo a própria fonte, o programa tende a inflar os números porque cidadãos naturalizados são frequentemente classificados como não‑cidadãos. O acordo firmado entre o DHS e os estados exige que cada ente federativo realize sua própria verificação criteriosa dos resultados antes de adotar medidas de exclusão de eleitores. Trump acrescentou que o secretário do DHS, Markwayne Mullin, deverá detalhar os números na sexta‑feira (16). Em paralelo, documentos recém‑desclassificados foram exibidos, apontando vulnerabilidades nos sistemas eleitorais que autoridades vêm tentando corrigir há anos, embora nenhuma das informações sustente a acusação de fraude nas eleições passadas, inclusive a de 2020. A matéria revela que, apesar da divulgação de números alarmantes, não há registro de estados que tenham efetivado exclusões de eleitores com base nessa conta. O que falta ainda são dados concretos que confirmem a extensão da suposta irregularidade e a resposta oficial dos órgãos responsáveis.
Redação Jornal Voz do Litoral
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