Corpo encontrado em Angra pode ser Berenice

Berenice Ramos de Aguiar Faria, 60 anos, está desaparecida desde a tarde de 30 de junho, quando deixou a pousada onde trabalhava no bairro de Ubatumirim, em Ubatuba. A Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio, e na tarde de 17 de julho um corpo foi localizado na Serra d’Água, à margem da Estrada de Lídice, em Angra dos Reis. A identificação oficial ainda não foi confirmada, embora a hipótese de ser a cozinheira seja a mais provável. Segundo o boletim de ocorrência, Berenice recebeu carona de sua patroa, a empresária Eliane Alves dos Santos, 46 anos, dona da pousada. A versão inicial da empregadora era de que a teria deixado em um trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), de onde seguiria para um novo emprego na região da Praia das Toninhas. A família contestou a versão, alegando que a mãe não teria avisado os filhos sobre mudança de emprego e que cobrava rescisão trabalhista. Imagens de câmeras de segurança e registros de radares contrariaram o relato, e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião constatou que a caminhonete da empresária cruzou a divisa com Paraty (RJ) cerca de 34 minutos depois do horário alegado, em trajeto oposto. Eliane foi presa temporariamente em 10 de julho, durante a Operação Último Rastro, com apreensão de dois veículos, três armas de fogo, aparelhos celulares e um passaporte. Vestígios de sangue foram encontrados na caminhonete, que apresentava danos compatíveis com disparo de arma de fogo, e a suspeita teria ocultado o veículo em Jacareí e Taubaté, possivelmente para dificultar a perícia. Em 17 de julho, equipes da DIG e do 3º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar localizaram o corpo em área de mata de difícil acesso, exigindo rapel do Corpo de Bombeiros para a remoção. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde exames periciais determinarão a identidade. A polícia civil mantém a hipótese de homicídio, mas a identificação oficial do cadáver ainda depende dos resultados periciais. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais, citando a necessidade de preservar a autonomia do trabalho policial. A família continua sem respostas definitivas sobre o destino da mãe, enquanto a investigação prossegue para esclarecer quem foi responsável pela morte e quais foram os motivos subjacentes.

Redação Jornal Voz do Litoral
Vídeo: Divulgação

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