A Polícia Civil de São Paulo identificou o homem que apareceu ao lado do advogado Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, pouco antes de seu corpo ser encontrado sem vida na madrugada de 10 de julho, na zona Oeste da cidade. Câmeras de segurança registraram o momento em que o advogado entrou em uma adega acompanhado de um indivíduo de boné branco por volta das 2h50, minutos antes de a vítima ser localizada. A Secretaria de Segurança Pública (SSP‑SP) informou que o suspeito já foi identificado e será ouvido no curso das investigações, aguardando ainda os laudos periciais, entre eles o exame toxicológico, para esclarecer a ocorrência. O caso está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que realiza diligências para apurar as circunstâncias da morte. O desaparecimento de Pedro Ely foi registrado no dia 10 de julho, quando agentes do 14º Distrito Policial de Pinheiros foram acionados sobre a presença de um corpo na Rua Fradique Coutinho. Testemunhas relataram que o advogado caminhava aparentando mal-estar, ajoelhou‑se e deitou‑se no chão. O SAMU constatou pupilas dilatadas, vômito e ausência de lesões externas, sem documentos de identificação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame papiloscópico, que confirmou a identidade na terça‑feira, 14 de julho. Segundo relatos da irmã de Pedro, o advogado havia saído com um amigo na noite anterior para assistir aos jogos da Copa do Mundo em bares da Vila Madalena. Por volta de 00h30, os dois embarcaram em um carro de aplicativo na Rua Aspicuelta em direção a Moema, onde o amigo desembarcaria. A corrida foi encerrada às 00h48, e o combinado era que Pedro continuaria a viagem em outro veículo até o Hotel Mercure JK. O amigo não soube confirmar se o advogado desembarcou para solicitar outro carro ou permaneceu no veículo, deixando o último registro de sua movimentação incerto. A identificação do homem visto com o advogado abre nova fase da investigação, mas ainda faltam respostas sobre o que ocorreu após a última viagem de aplicativo e qual o papel do indivíduo de boné branco. Quem esclareceria esses detalhes ainda não foi ouvido, mantendo a comunidade em expectativa sobre o desfecho do caso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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