A final da Copa do Mundo de 2026 será disputada neste domingo (19) entre Argentina e Espanha, nos Estados Unidos. Antes da partida, os atletas vivenciam uma “partida invisível” em seus cérebros, que pode ser interpretada como desafio ou ameaça, influenciando diretamente o desempenho em campo. Dr. João Ricardo Cozac, PhD em Psicologia do Esporte e presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, destaca que a ansiedade pré-jogo não indica fraqueza, mas sim uma resposta natural que depende da interpretação que o atleta faz do estímulo fisiológico. A psicologia esportiva aponta que, diante de uma final, a amígdala – centro de detecção de perigos – opera em ritmo acelerado, enquanto o córtex pré-frontal tenta manter o foco nas táticas. Nesse cenário, o organismo libera adrenalina e noradrenalina, preparando os músculos para explosões de energia, e cortisol, hormônio do estresse que, em níveis adequados, mobiliza energia para exigências extraordinárias. Cozac explica que a mesma resposta fisiológica pode gerar confiança quando percebida como desafio, ou rigidez muscular e pensamentos catastróficos quando vista como ameaça. Essas reações têm implicações concretas para a partida: a interpretação psicológica dos sinais pode determinar a capacidade de manter a concentração, a tomada de decisões rápidas e a resistência física durante os 90 minutos. Ainda não há informações sobre estratégias específicas que as equipes adotaram para transformar a ameaça em foco, nem sobre intervenções psicológicas previstas para o momento pré-jogo. A ausência de detalhes sobre planos de preparação mental deixa em aberto como os treinadores e preparadores irão lidar com essa dualidade entre desafio e ameaça. Quem será responsável por gerir esse aspecto crítico da performance? A resposta ainda não foi divulgada, e a apuração continua em curso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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