O Partido dos Trabalhadores realizou, neste domingo (2), a sua convenção nacional no Expo Center Norte, zona norte de São Paulo, a partir das 10h, oficializando a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O presidente, com 80 anos, busca o quarto mandato na história da República: eleito em 2002, reeleito em 2006 e novamente eleito em 2022, após derrotas nas eleições de 1989, 1994 e 1998. Na mesma ocasião, foi reiterada a composição da chapa com o atual vice‑presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que já ocupou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e mantém uma relação de proximidade com o presidente, apesar de ter sido adversário nas eleições presidenciais quando ainda era filiado ao PSDB. A convenção também confirmou as alianças previstas para 2026: o PT conta com o apoio do PSB, da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), da Federação PSOL/Rede (PSOL e Rede), além do PDT, que formalizou apoio em 20 de julho, citando a defesa da pauta trabalhista e a necessidade de mobilizar forças contra a extrema‑direita. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções, definir coligações e registrar candidaturas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto; a campanha eleitoral começa no dia seguinte. Paralelamente, a justiça autorizou a abertura de dois inquéritos para apurar supostos crimes de tráfico de influência e corrupção envolvendo o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As investigações apontam para possíveis favorecimentos a lobistas, entre eles Camilo Antunes, “Careca do INSS”, mas o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, alegou que não há fatos que justifiquem a abertura dos procedimentos. Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões definitivas, mantendo o processo em curso enquanto a campanha presidencial avança.
Redação Jornal Voz do Litoral
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