Na quinta‑feira (6), um policial militar contendeu o motorista da Viação Santa Brígida na Avenida Professor Celestino Bourroul, na Zona Norte de São Paulo, e o retirou do veículo. O episódio ocorreu depois que o condutor pediu passagem a uma viatura que trafegava em baixa velocidade. Testemunhas gravaram o policial exigindo que o motorista descesse do ônibus; o condutor recusou‑se, alegando não ter cometido erro, e foi então imobilizado com força física. Uma passageira chegou a gritar “Calma, calma” durante a abordagem. O Sindmotoristas, que representa motoristas e cobradores, divulgou nota de indignação, classificando a ação como truculência e apontando falta de empatia e uso violento da função policial. A entidade informou que o motorista, identificado como Edvagner, e o cobrador Vilanova foram conduzidos ao 13º Distrito Policial para registro de boletim de ocorrência, permanecendo em casa assustados após a liberação. O sindicato anunciou que ingressará com denúncia urgente na Corregedoria da Polícia Militar para apurar o caso. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a corporação está analisando as imagens e que não compactua com desvios de conduta, adotando as medidas cabíveis quando constatadas irregularidades. A Polícia Civil, por sua vez, deve instaurar inquérito no 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, e solicitar as gravações das câmeras corporais dos agentes. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans confirmaram que o ônibus, que operava na linha 9653‑10 (Pedra Branca – Praça do Correio), foi recolhido à garagem e que um boletim de ocorrência foi registrado. O caso levanta dúvidas sobre a proporcionalidade da força empregada e sobre a resposta institucional diante de reclamações de motoristas. Enquanto as investigações avançam, ainda não há posicionamento oficial dos agentes envolvidos, deixando a comunidade de usuários de transporte público em expectativa quanto à responsabilização dos responsáveis.
Redação Jornal Voz do Litoral
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