PL previa desgaste eleitoral ao escolher Gaspar

Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, afirmou que o Partido Liberal (PL) já calculava o risco de desgaste eleitoral ao indicar o deputado Alfredo Gaspar como vice‑presidente da chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo o especialista, a escolha de Gaspar, relator da CPMI do INSS, foi feita ciente das acusações que pairam sobre ele, sobretudo as feitas por parlamentares governistas. Gabiati destacou que a nomeação ganhou destaque não pelos atributos do deputado, mas pelas denúncias envolvendo uma suposta vítima feminina que seria menor de idade na época dos supostos fatos. Em entrevista ao WW, ele explicou que o PL previa um “desgaste inicial” durante a campanha, que tem duração de 60 dias. O analista ainda apontou que, apesar de um pedido de aceleração do processo em 72 horas para encerrar rapidamente o caso, o ministro Gilmar Mendes concedeu apenas 15 dias para que o deputado Lindbergh e a senadora Soraya se manifestassem sobre as denúncias feitas em abril. Esse prazo, embora limitado, representa um período considerável dentro da corrida eleitoral. A âncora da CNN, Thais Herédia, ressaltou que o caso se insere em um cenário de aumento dos índices de feminicídio e baixa participação feminina na política, exigindo cautela nas declarações públicas. Ela também observou que Flávio Bolsonaro tem apresentado Daniela Marques, ex‑ministra do governo Jair Bolsonaro, como porta‑voz nas questões fiscais, mas a agenda negativa gerada pelas acusações a Gaspar continua sendo um desafio central para a campanha do PL. A matéria indica que, enquanto a chapa tenta contornar o impacto das denúncias, ainda não há respostas claras sobre como o processo será concluído antes das eleições.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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