Lula redistribui funções de campanha após saída de Marcola

O afastamento de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, já provocou um redesenho imediato na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. A crise, suscitada por supostos empréstimos feitos ao assessor pela lobista Roberta Luchsinger, levou a uma redistribuição de funções que coloca Gilberto Carvalho e Laércio Portela em posições de destaque. Durante todo o mandato, Marcola consolidou‑se como o principal interlocutor do presidente, sendo o filtro obrigatório para quem desejava conversar com Lula. Ele controlava o celular presidencial e encaminhava recados sobre decisões importantes, inclusive de amigos de longa data do mandatário. Essa centralização de comunicação foi construída ao longo dos últimos anos, tornando‑o peça‑chave na articulação entre a Casa Civil e a equipe eleitoral. Com a saída, Gilberto Carvalho, ex‑ministro da Secretaria‑Geral da Presidência sob Dilma Rousseff, deve assumir a maior parte das atribuições de Marcola, reforçando a confiança de longa data que remonta à juventude. Laércio Portela, veterano da Secretaria de Comunicação Social e ex‑líder interino da Secom, também ganha espaço, assumindo a liderança da Secretaria de Imprensa. Funcionários da burocracia do Palácio do Planalto foram realocados para a logística da campanha, enquanto o advogado Marco Aurélio Carvalho continua a fazer a ponte com a campanha de Fernando Haddad no estado de São Paulo. Até o momento, a campanha não divulgou um cronograma ou detalhamento de como a nova estrutura afetará a estratégia eleitoral. A ausência de esclarecimentos deixa aberto o papel efetivo de Carvalho e Portela na condução das negociações e na comunicação com aliados estratégicos. A falta de respostas oficiais levanta dúvidas sobre a capacidade de adaptação da equipe diante da crise interna.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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