Em evento que comemorou os 65 anos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), realizado em São José dos Campos (SP) na sexta‑feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Lula afirmou que Rubio “odeia o Brasil” e o qualificou como “latino‑americano frustrado”, acrescentando que o senador teria aversão não só ao Brasil, mas também a Cuba e à Colômbia. O presidente ainda citou que o ministro Márcio, responsável pelo Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniu‑se quatro ou cinco vezes com o secretário de comércio dos Estados Unidos, mas que “ele tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista”. Durante os discursos, foi divulgada a queda nos números dos alertas de desmatamento, tema usado pelos Estados Unidos para justificar a determinação de um novo “tarifão” contra o Brasil. Segundo relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o país teria se beneficiado da destruição da Floresta Amazônica, alegando que o Brasil “não cuida do desmatamento”. Lula recordou ainda a reunião que teve com o então presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, onde foram entregues documentos sobre a balança comercial brasileira. O presidente disse que aguardava um telefonema dos Estados Unidos, mas que a comunicação chegou apenas pela imprensa, como de costume. Até o momento, Marco Rubio não se pronunciou oficialmente sobre as acusações de Lula, e o governo americano não esclareceu a posição quanto à nova tarifa comercial. A falta de respostas deixa em aberto o impacto nas relações comerciais Brasil‑Estados Unidos e nas negociações sobre questões ambientais e climáticas. Quem deve esclarecer essas divergências e quais serão as consequências para o comércio bilateral? A apuração completa está disponível no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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