Na manhã de 9 de agosto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que desacreditar o sistema de votação afasta eleitores das urnas. Durante a Corrida Pela Democracia, realizada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, o TSE anunciou a criação de um conselho consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026. O órgão, de caráter consultivo e multidisciplinar, reunirá especialistas em tecnologia, inteligência artificial e segurança cibernética para assessorar a presidência da Corte em ações que preservem a legitimidade do processo eleitoral. O anúncio ocorreu ao término da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, quando o presidente também destacou o diálogo com plataformas digitais, que já assinaram um plano para minimizar a disseminação de deepfakes. No entanto, o tribunal não especificou prazos, orçamento ou metas para as primeiras iniciativas do conselho, nem detalhou como serão selecionados os especialistas. A falta de informações sobre a operacionalização do órgão deixa dúvidas sobre sua capacidade de enfrentar a desinformação em escala nacional. A iniciativa surge em um contexto de crescente preocupação com ataques cibernéticos e manipulação de imagens nas redes sociais. Ainda não há clareza sobre quais mecanismos serão adotados para monitorar e coibir tais práticas antes das eleições gerais de 2026. A ausência de respostas concretas levanta questões sobre a efetividade do plano anunciado.
Redação Jornal Voz do Litoral
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