Na manhã de domingo, 9 de maio, a Justiça do Paraná concedeu liberdade provisória a Jadson, ex‑jogador do Corinthians, sem necessidade de pagamento de fiança, após sua prisão em flagrante no sábado, 8, por violência doméstica contra a companheira, em Cambé, município da região norte do estado. A decisão foi proferida pela juíza Karin Feuerharmel Giuseppin, da Unidade Regionalizada de Plantão Judiciário de Cambé. Para responder ao processo em liberdade, Jadson deverá cumprir medidas cautelares impostas: comparecimento bimestral ao Juízo para informar suas atividades, proibição de se ausentar da Comarca onde reside por mais de quinze dias sem autorização judicial, vedação de frequentar bares e estabelecimentos congêneres, e obrigação de comunicar qualquer mudança de endereço, ainda que dentro da mesma Comarca. Jadson, de 42 anos, é conhecido como ídolo do Corinthians, mas não possui antecedentes criminais. A prisão foi realizada pela Polícia Militar em sua residência no bairro Jardim Tarobá, após relato da vítima à Polícia Civil de que a agressão teria ocorrido durante uma discussão conjugal. O ex‑jogador foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi autuado. A juíza ressaltou que a prisão em flagrante atendeu ao processo legal, citando indícios suficientes de autoria, e destacou que a vítima pode buscar medidas protetivas em processo próprio. A manifestação do Ministério Público do Paraná (MPPR) foi favorável à soltura, argumentando que, caso haja condenação, a lei prevê regime inicial aberto, tornando desnecessária a prisão preventiva mais severa. A magistrada também afirmou que a ordem pública já foi restabelecida com a prisão e que a ausência de antecedentes de Jadson influenciou a decisão. Até o momento, a defesa do ex‑jogador não foi localizada para comentar o caso, deixando aberto o posicionamento da parte acusada. A vítima ainda não solicitou formalmente medidas protetivas, e permanece incerto se o acompanhamento judicial será suficiente para garantir sua segurança. A situação evidencia lacunas na comunicação entre defesa, Ministério Público e a vítima, que ainda não recebeu garantias claras de proteção.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


