Cerca de 20% dos eleitores brasileiros podem deixar a decisão final para as últimas horas antes das urnas, aponta o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV‑EAESP, em entrevista ao WW. O especialista relaciona esse índice ao crescente cansaço eleitoral em um cenário marcado por forte polarização entre duas lideranças claramente definidas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ). Grin ressalta que, dependendo da pesquisa consultada, esse grupo de indecisos já ultrapassa a marca de 20% do eleitorado, indicando que uma parcela relevante da população não se sente motivada por nenhuma das opções principais. Ele enfatiza que a decisão de última hora não implica necessariamente escolha entre os dois candidatos; pode se traduzir em voto em branco, nulo ou em candidaturas menores, revelando a percepção de falta de alternativas. Entre os perfis mais propensos a esse comportamento, o especialista destaca mulheres e jovens, rotulados como eleitores “independentes” e descritos como o pêndulo capaz de definir o resultado da disputa. Essa classificação sugere que as campanhas, que iniciam na próxima semana, deverão direcionar estratégias específicas para esses nichos, reconhecendo sua influência tanto no primeiro quanto, eventualmente, no segundo turno. Grin ainda aponta que, mesmo entre os eleitores mais alinhados a Lula ou a Flávio Bolsonaro, persiste algum grau de indecisão, ampliando a imprevisibilidade do cenário eleitoral. Contudo, a entrevista não detalha como os candidatos pretendem engajar esses eleitores nem apresenta dados segmentados por faixa etária ou gênero, deixando em aberto quais medidas serão adotadas para reduzir o cansaço e ampliar a participação efetiva. Quem responderá a essas lacunas? Veja a apuração completa no site.
Redação Jornal Voz do Litoral
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