Na manhã de segunda‑feira (10), um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu a região oeste da Colômbia, provocando o colapso de prédios de apartamentos, danos a casas, escolas e hospitais e forçando moradores a abandonarem suas residências. A gestão de desastres informou que o número de mortos subiu para 273 e que ainda há ao menos 377 desaparecidos, enquanto as operações de busca e resgate prosseguem, embora as esperanças de encontrar novos sobreviventes diminuam. O sismo ocorreu pouco depois das 7h30, horário local, e atingiu áreas onde se concentram as fazendas de café, como as cidades de Cali e Pereira. Em Cali, terceira maior cidade do país, as equipes de emergência já deixaram de focar na busca de vítimas para concentrar esforços na remoção de escombros, indicando que a resposta ao desastre entrou em uma fase mais sombria após as primeiras 72 horas críticas. Em Pereira, o relato de Enrique Marin ilustra a gravidade da situação: sua mãe foi resgatada seis horas após o terremoto com sinais vitais, mas morreu a caminho do hospital, encontrada ainda de pijama e segurando as chaves de casa. Autoridades registraram mais de 150 réplicas desde o evento principal, aumentando a pressão sobre os sobreviventes e os riscos enfrentados pelas equipes que vasculham os escombros instáveis. O presidente recém‑empossado, Abelardo De La Espriella, anunciou na quarta‑feira (12) a declaração de emergência econômica e a criação de um fundo de reconstrução destinado a hospitais, escolas, residências e infraestrutura. Contudo, detalhes sobre o cronograma de liberação dos recursos e a origem dos financiamentos ainda não foram divulgados, gerando dúvidas sobre a capacidade de atender às necessidades imediatas da população afetada. O desastre coloca à prova a nova administração, que prometeu cortar gastos públicos e agora precisa equilibrar a gestão da crise com a exigência de recursos para socorro e reconstrução. Até o momento, as autoridades não esclareceram como serão priorizados os investimentos nem quais critérios orientarão a distribuição do fundo, deixando a população e organizações de ajuda humanitária em busca de respostas concretas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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