Polícia Militar aponta divergências no relato de Haddad

Na noite de terça‑feira, 11 de maio, a Polícia Militar de São Paulo iniciou a apuração preliminar de uma suposta perseguição e abordagem policial envolvendo o motorista do candidato ao governo do Estado, Fernando Haddad (PT). O motorista alegou que, ao deixar o candidato em casa, foi seguido de forma ostensiva por uma viatura. A investigação buscou confrontar essa versão com os registros disponíveis. Segundo Haddad, o condutor teria parado no Hotel Pullman, onde teria sido abordado. Contudo, imagens de segurança do estabelecimento mostram o Ford Fusion passando sem registrar entrada ou parada, e não há registro de qualquer viatura acompanhando o veículo. Após nova oitiva, o motorista retificou o relato, apontando outro local onde supostamente ocorreria a aproximação policial. A PM realizou novas diligências para localizar imagens que confirmassem a parada ou a abordagem descritas, mas até o momento não encontrou material que sustente a versão do motorista. Além disso, não há registro da ocorrência no Centro de Operações da corporação; a polícia ressalta, porém, que a ausência desse registro, isoladamente, não encerra a apuração. A divergência entre o depoimento do motorista e as evidências técnicas permanece sem explicação, e a Polícia Militar ainda não divulgou prazo para conclusão da investigação. A falta de comprovação deixa em aberto quem, se alguém, pode ter sido alvo de abordagem policial naquela noite.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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Polícia abre investigação sobre perseguição a motorista de Haddad