Na noite de sexta‑feira, 14 de março, a Polícia Civil de Santa Bárbara d’Oeste chegou ao endereço da família após denúncia feita pelo filho. No local, os agentes encontraram a mulher mantida nos fundos da residência, em um ambiente descrito como extremamente insalubre. Ela estava presa em uma área cercada por portão, corrente e cadeado, impossibilitada de sair ou de ter contato com parentes. Durante conversa reservada, a vítima confirmou as restrições impostas pelo marido e relatou ter pedido repetidas vezes para ser libertada. O crime configurado foi o de cárcere privado, tipificado na legislação penal. A ocorrência foi formalizada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, onde o marido foi preso em flagrante. Segundo a polícia, o homem impôs o isolamento total, impedindo a vítima de se deslocar ou de comunicar a situação a terceiros. A denúncia do filho foi o único elemento que desencadeou a ação policial, não havendo registro de outras chamadas anteriores relacionadas ao caso. A Polícia Técnico‑Científica foi acionada para realizar perícia no imóvel, a fim de documentar as condições de confinamento e coletar vestígios que possam embasar a investigação. O marido permanece à disposição da Justiça, aguardando os procedimentos legais. Em nota, a corporação afirmou que continuará adotando todas as providências necessárias, preservando a identidade, a dignidade e a integridade da vítima durante todo o processo investigativo. Embora a prisão tenha sido efetuada, a reportagem não indica por quanto tempo a mulher esteve confinada nem se havia tentativas prévias de denúncia. A ausência de informações sobre possíveis falhas na proteção institucional deixa em aberto a responsabilidade de autoridades que poderiam ter identificado o risco antes da intervenção do filho. Quem responderá por essas lacunas? A apuração continua em curso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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