No sábado (15) Pablo Marçal, candidato do PRTB à Presidência da República, registrou sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e entregou à Justiça Eleitoral declaração de patrimônio totalizando R$ 7,4 bilhões, dos quais R$ 6,7 bilhões são aplicações de renda fixa. A candidatura ainda aguarda análise e aprovação final da Justiça Eleitoral. Marçal permanece inelegível até 2032 após decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP) em 5 de agosto, que rejeitou os embargos de declaração da defesa e manteve a condenação por uso indevido de meios de comunicação na campanha de 2024. Essa condenação impede a participação em eleições por oito anos, independentemente da nova declaração de bens. A declaração detalha um fundo de investimento imobiliário (DAMA11) de R$ 4,65 milhões, participação de 50% na Marçal Holding Ltda., e outras participações societárias somando quase R$ 100 milhões. Destaca‑se ainda um terreno urbano na Alameda Birmania, em Santana de Parnaíba (SP), avaliado em R$ 490 milhões, além de aplicações de renda fixa em bancos como Itaú (R$ 6,79 bilhões) e depósitos em contas correntes de Genial, XP Investimentos e outros, totalizando valores de centenas de milhões. O vice‑candidato da chapa, Leonardo Avalanche, declarou patrimônio de R$ 495 milhões, conforme informação adicional. A documentação apresentada ainda não foi homologada pelo TSE, e não há prazo definido para a conclusão da análise. O texto não esclarece a origem dos recursos que compõem o patrimônio declarado, nem indica quando a Justiça Eleitoral poderá confirmar ou rejeitar a candidatura. Essa ausência de respostas deixa incertos os próximos passos da campanha e a possibilidade de contestação judicial adicional.
Redação Jornal Voz do Litoral
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