A campanha do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, começou com a ausência do candidato a vice, Gilberto Kassab, presidente do PSD. Kassab não acompanhou a carreata porque está em São Paulo coordenando o lançamento das candidaturas estaduais. Caiado minimizou a falta, afirmando que o vice cumprirá agenda em locais onde ele não puder comparecer, dizendo que “Kassab fica o dia todo em São Paulo e eu aqui” e que “às vezes estaremos nós dois no mesmo lugar”. O candidato ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula, acusando-o de “amarelado” por não participar de sabatinas e de levar o país ao endividamento, defendendo a necessidade de política com equilíbrio fiscal, como alegou ter feito em Goiás. Caiado também questionou a autoridade moral de Flávio Bolsonaro, apontando que o filho do ex-presidente responde a diversas acusações. A agenda de campanha prevê carreatas por seis cidades do estado de Goiás ao redor do Distrito Federal: Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e encerramento em Luziânia. Segurança pública foi destacada como uma das bandeiras, com o candidato lembrando que o território apresentava índices de violência críticos quando assumiu o governo e que agora “o território está recuperado”. Apesar da programação, nenhum dos organizadores esclareceu publicamente a estratégia por trás da ausência de Kassab, nem explicou como a campanha pretende conciliar a presença do vice em diferentes estados. A falta de respostas deixa em aberto quem realmente decide a logística da campanha e quais são os impactos reais para os eleitores da região.
Redação Jornal Voz do Litoral
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