Candidatos ao Senado de SP declaram maiores patrimônios

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu, nesta segunda‑feira, as declarações de patrimônio dos oito principais candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo para as eleições de outubro de 2026. Os números, divulgados pelo g1, revelam que Simone Tebet (PSB), Ricardo Salles (Novo) e Geraldo Rufino (Podemos) ocupam as três primeiras posições em termos de bens declarados. Tebet informou R$ 10,6 milhões, um aumento de 356 % em relação aos R$ 2,3 milhões declarados quando concorreu à presidência em 2022, justificando a diferença como uma antecipação de herança feita por sua mãe, que ainda detém o usufruto das terras em Alvorada do Sul, Mato Grosso do Sul. Salles apresentou R$ 9 milhões, representando crescimento de 127 % desde a última prestação de contas, explicando o acréscimo pelo retorno à advocacia após cumprir a quarentena obrigatória de cinco anos decorrente de seu mandato como ministro do Meio Ambiente. Rufino, ao contrário, registrou queda de 25 % em relação ao patrimônio de R$ 7,5 milhões declarado em 2018, anunciando R$ 5,6 milhões nesta eleição; a equipe do candidato não respondeu aos pedidos de comentário. Entre os demais concorrentes, Guilherme Derrite (PP) registrou aumento de 148 % passando de R$ 812 mil em 2022 para R$ 2 milhões, enquanto André do Prado (PL), Marina Silva (Rede) e Guto Schiavetto (Missão) figuram entre os de menor patrimônio, com valores entre R$ 116 mil e R$ 274 mil. A reportagem tentou contato com todas as equipes para esclarecer as variações patrimoniais, mas recebeu respostas limitadas, especialmente no caso de Rufino. As diferenças entre as declarações de 2022 e 2026 levantam questões sobre a origem dos recursos e a transparência dos candidatos, que ainda não foram totalmente elucidadas.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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