Um homem de 40 anos morreu após ser imobilizado durante um surto em uma rua de Santos, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Douglas Pagliuca, registrada inicialmente como morte suspeita e com autoria desconhecida. Segundo o delegado Wagner Camargo Gouveia, do 3º Distrito Policial de Santos, a investigação ganhou novos elementos após a polícia ter acesso às imagens que registraram a ocorrência. Os vídeos mostram que Douglas foi contido por três homens, sendo que um deles manteve o joelho próximo à região do pescoço da vítima durante a imobilização. A polícia tenta identificar os dois homens que participaram da contenção e que ainda não foram localizados. O boletim de ocorrência registra que Douglas havia perdido o pai, enterrado no dia anterior ao episódio, e que familiares tinham sido informados de que ele estava em surto. O documento também relata que ele era usuário de drogas, tinha passado por internações e apresentava episódios de surto. Segundo o relato registrado no BO, Douglas chegou a bater a cabeça contra um vaso antes de ser encontrado na rua. Ele foi levado para a UPA Zona Leste, no bairro Estuário, mas não resistiu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). A versão apresentada pelo delegado é que, nas imagens analisadas pela investigação, Douglas não aparece agredindo outras pessoas ou tentando se ferir no momento em que é imobilizado. A dinâmica da contenção e o tempo em que houve pressão sobre a região do pescoço passaram a ser considerados pontos centrais da apuração. A polícia já havia ouvido os policiais militares envolvidos na ocorrência, além do motorista do veículo que aparece no caso, e aguardava os laudos. Com a chegada das imagens, o delegado voltou a ouvir o motorista e afirmou que a análise do vídeo trouxe novos elementos para a investigação. O delegado considera que há, em tese, elementos para investigar uma possível responsabilização criminal pela morte. No entanto, a principal dificuldade neste momento é identificar os homens que participaram da imobilização. A investigação pretende ouvi-los para esclarecer a dinâmica da ocorrência e determinar a responsabilidade sobre o ocorrido. Até o fechamento desta matéria, a polícia não havia divulgado informações sobre o andamento da busca pelos envolvidos ou sobre eventuais medidas adotadas contra os policiais militares inicialmente ouvidos.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


