Pouco mais de uma semana após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros em uma encosta de difícil acesso no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o cão Rapel começa a se adaptar a um novo lar temporário. O animal, que foi retirado da área com o auxílio de técnicas de rapel, foi encaminhado para a ONG Indefesos, que busca acolhimento temporário para cães em situação semelhante. Atualmente, Rapel está sob os cuidados da roteirista e psicanalista Maria Camargo, que convive com outros animais em sua residência. Segundo a tutora, o cachorro, ainda assustado, demonstra sinais de confiança aos poucos. “Um gesto de carinho e acolhimento vai dando confiança ao cachorro. E eu fiquei muito impressionada em ver aquele cachorrinho preso sozinho naquele lugar, podendo se machucar, latindo muito”, afirmou Maria Camargo ao g1. O resgate ocorreu após uma associada da ONG Indefesos, moradora da região, avistar Rapel latindo na encosta pela janela de sua casa, próximo a um condomínio na Rua Alberto de Campos. A ONG acionou os bombeiros, que realizaram a operação de salvamento. Não há informações sobre como o animal chegou ao local ou quanto tempo permaneceu lá. Desde então, Rapel tem recebido cuidados básicos, alimentação e momentos de lazer, mas ainda demonstra sinais de medo e desconfiança, comuns em animais resgatados de situações traumáticas. Rosana Guerra, presidente da ONG Indefesos, destacou que casos como o de Rapel são frequentes e refletem a realidade de muitos animais abandonados ou vítimas de maus-tratos no estado. Ela ressaltou a necessidade de ampliar a rede pública de atendimento veterinário, com vagas gratuitas para internação de animais resgatados. “Infelizmente, existem muitos animais abandonados em nosso estado, vítimas de maus-tratos. Não há ONGs nem protetores suficientes para salvar tantos animais que precisam de ajuda”, afirmou. Guerra também defendeu a adoção responsável como forma de aliviar a superlotação dos abrigos e permitir que mais animais sejam resgatados. Segundo Rosana, a adoção não apenas salva a vida do animal acolhido, mas também libera espaço para que outros possam ser resgatados. Ela enfatizou que a decisão deve ser tomada com responsabilidade e empatia, independentemente da idade ou características físicas do animal. Enquanto Rapel segue em adaptação, a ONG Indefesos continua atuando na busca por lares temporários e definitivos para outros cães em situação semelhante, reforçando a importância da colaboração da sociedade no enfrentamento do abandono animal.
Redação Jornal Voz do Litoral
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