O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, em entrevista à Globo nesta segunda-feira (24), que garantirá apenas a reposição inflacionária no salário mínimo, sem compromisso com reajustes acima da inflação. A declaração foi dada durante a primeira sabatina da série de entrevistas ao vivo com os presidenciáveis das eleições 2026, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Zema condicionou aumentos reais do salário mínimo ao desempenho da economia, mantendo a política de reajustes baseados nos dois anos anteriores caso a situação “esteja indo bem”. Na mesma ocasião, o ex-governador de Minas Gerais descartou, “por ora”, mudanças nas idades mínimas para aposentadoria. Segundo ele, eventuais alterações dependerão de fatores como o aumento da expectativa de vida e a formalização do mercado de trabalho. Questionado sobre trabalhadores rurais e militares, Zema também vinculou possíveis mudanças ao sucesso do ajuste fiscal que promete implementar, com meta de reduzir a taxa de juros para 6% — o que, segundo ele, geraria uma economia anual de R$ 800 bilhões ao país. O candidato defendeu que a queda dos juros seria possível com um “governo sério, com credibilidade, combatendo corrupção e fraudes”. No entanto, não detalhou medidas específicas para atingir a meta, nem apresentou propostas concretas para a reforma da Previdência além da manutenção do status quo. A entrevista destacou ainda a defesa de Zema por uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, sem esclarecer os critérios ou limites dessa proposta. A ausência de compromissos firmes com reajustes reais do salário mínimo e reformas estruturais na Previdência contrasta com a promessa de economia bilionária via redução de juros. Enquanto a população aguarda definições mais claras sobre políticas sociais e econômicas, o candidato evitou se comprometer com prazos ou metas mensuráveis, limitando-se a declarações genéricas sobre “fatores futuros”. A entrevista, transmitida nacionalmente, reforçou a imagem de um plano econômico ainda em fase de elaboração, sem respostas definitivas para os principais desafios do país.
Redação Jornal Voz do Litoral
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