Ilhabela avança ciclovia na Riachuelo com obras e trânsito

A Prefeitura de Ilhabela iniciou as obras de ampliação da ciclovia na Avenida Riachuelo, principal eixo viário da região sul da cidade. Os serviços concentram-se entre o Posto de Polícia da Feiticeira e a Praia do Julião, integrando um pacote de reurbanização que inclui drenagem, pavimentação, alargamento de trechos, implantação de calçadas, iluminação e outras melhorias de infraestrutura. Durante a execução, o trânsito opera em sistema de pare e siga, com interdições parciais da pista, exigindo atenção redobrada dos motoristas e planejamento de deslocamentos. O secretário de Obras e Planejamento Urbano, Flávio Miranda, afirmou que a obra busca conectar a região sul por meio da ciclovia e oferecer mais segurança aos ciclistas. Segundo ele, o pare e siga é uma etapa necessária, embora temporariamente prejudique a rotina local. As intervenções fazem parte de um planejamento mais amplo da gestão atual, que já enfrenta críticas por atrasos em pagamentos a fornecedores e dependência do Fundo Soberano para equilibrar as finanças municipais. Em 2025, cerca de R$ 193 milhões do fundo foram utilizados, e R$ 250 milhões foram aprovados para 2026, enquanto a queda nos royalties de petróleo agrava a crise fiscal. A nova ciclovia amplia a malha cicloviária local, que já incluía trechos como os da Vila do Portinho e Castelhanos, bairros-chave para a mobilidade na ilha. A proposta de integração dos trechos existentes promete maior segurança para ciclistas, pedestres e veículos, mas a execução das obras — com prazos não detalhados — deixa dúvidas sobre a conclusão em tempo hábil. Moradores da região sul, como os bairros Julião e Camburuzu, aguardam há anos por melhorias estruturais, enquanto a prefeitura não esclareceu se os atrasos em contratos anteriores poderão impactar o cronograma atual. A obra na Avenida Riachuelo soma-se a outras intervenções paralisadas ou adiadas na cidade, como a regularização fundiária em áreas de ocupação irregular e projetos de drenagem contestados pelo Ministério Público. A gestão atual, liderada pelo prefeito Toninho Colucci (PL), enfrenta ainda ações judiciais por danos ambientais, como o caso do arrancamento de jundu em praias, que resultou em multa de R$ 2 milhões. A falta de transparência sobre prazos e prioridades nas obras reforça a necessidade de fiscalização contínua, especialmente em um município com histórico de irregularidades em licitações e gestão de recursos. Com a ciclovia ainda em fase de implantação, resta saber se os benefícios prometidos — como a redução de acidentes e a promoção da mobilidade sustentável — serão concretizados antes do término da atual gestão.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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