A Prefeitura de Ilhabela encerrou o ciclo de audiências públicas para a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2027 sem apresentar cronograma ou prioridades definidas. Os encontros, realizados entre os dias 20 e 22 de agosto nas regiões sul (Bexiga), norte (Armação) e central (Perequê), reuniram moradores, secretários e o prefeito Toninho Colucci, que destacou a importância da participação popular. No entanto, a gestão não divulgou prazos para a análise das sugestões ou para a apresentação do projeto final à Câmara Municipal. A consulta pública on-line, encerrada em 23 de agosto, também não trouxe transparência sobre como as contribuições serão processadas. O secretário-adjunto de Gestão Financeira, Fernando Crésio, afirmou que as audiências permitiram aproximar o planejamento técnico das demandas da população, mas não detalhou critérios para a consolidação das sugestões. A LOA 2027, que deve prever receitas e definir investimentos municipais, segue em fase de análise interna. Moradores de bairros como Monte Verde e Vila Esperança, que participaram das audiências, questionam a falta de informações sobre prioridades orçamentárias, especialmente em áreas como saúde, educação e mobilidade. Durante os encontros, representantes das secretarias apresentaram investimentos previstos, mas sem vinculação clara às sugestões populares. A gestão não esclareceu como será feito o alinhamento entre as demandas registradas — como melhorias em habitação e meio ambiente — e os recursos disponíveis. A ausência de transparência contrasta com a crise fiscal enfrentada pelo município, marcada por atrasos em pagamentos a fornecedores e uso do Fundo Soberano para cobrir despesas. O ciclo de audiências públicas, que se encerrou sem respostas concretas, deixa dúvidas sobre a efetividade do processo participativo. A Prefeitura não informou quando o projeto de lei será encaminhado à Câmara, nem como as contribuições da população serão incorporadas. Sem prazos ou metas definidas, a população segue aguardando um orçamento que, segundo a gestão, deveria refletir as necessidades reais da cidade. A próxima etapa, de consolidação das sugestões, permanece opaca para os moradores.
Redação Jornal Voz do Litoral
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