Alckmin defende livre comércio no Fórum

Na terça‑feira, 25 de maio, o vice‑presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, reiterou sua defesa do livre comércio ao comentar o cenário internacional durante o ABDIB Fórum Eleições 2026, realizado em São Paulo. Em entrevista ao evento, Alckmin afirmou que o mundo atravessa um momento difícil, marcado por duas guerras simultâneas, e que a abertura de mercados permanece como prioridade para o país. “Quem ganha é a população, é a sociedade”, declarou, apontando que a ampliação do comércio exterior traria benefícios diretos à população e deveria avançar juntamente com maior inserção do Brasil na economia mundial. Alckmin citou, no mesmo discurso, o acordo já firmado com a União Europeia e mencionou iniciativas de aproximação comercial com outros países, sem especificar quais seriam esses parceiros. Ele também destacou o desempenho brasileiro nas exportações recentes, sugerindo que o país tem condições de conciliar produção agrícola com preservação ambiental. Em linha com essa argumentação, o vice‑presidente defendeu que o Brasil deveria agregar valor à exploração de minerais estratégicos, ao invés de limitar-se à exportação de matéria‑prima. As declarações foram feitas no contexto de campanha eleitoral, onde a pauta econômica costuma ser central. Apesar de apontar benefícios potenciais, Alckmin não apresentou números concretos, metas de prazo ou mecanismos operacionais para a implementação das políticas defendidas. A menção a acordos com a União Europeia e a outros países indica intenção de aprofundar relações comerciais, porém a falta de detalhes deixa em aberto como essas iniciativas se traduzirão em políticas públicas ou em mudanças regulatórias. O discurso também sugere uma tentativa de equilibrar interesses de setores agrícolas, ambientais e de mineração, mas não esclarece quais instrumentos de política industrial ou ambiental seriam utilizados. Ao encerrar, Alckmin ressaltou que “o governo passa, o governo é o braço político do Estado, o que fica é a nação”, reforçando a ideia de que a continuidade das políticas comerciais transcende a gestão atual. A ausência de informações específicas sobre planos de ação, prazos ou responsáveis deixa a população sem clareza sobre como as promessas de livre comércio serão efetivamente materializadas. A questão permanece: quais medidas concretas o candidato pretende adotar para transformar essas declarações em resultados palpáveis para a sociedade?

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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