Na manhã de sábado (29), a polícia nepalesa atualizou o saldo das inundações catastróficas que devastaram a fronteira entre Nepal e China, registrando 616 mortos e 2.301 feridos em tratamento. Aproximadamente 2.500 pessoas permanecem desaparecidas nos dois lados da fronteira, entre elas dezenas de cidadãos norte‑americanos e outros estrangeiros. As autoridades alertam que novas chuvas são esperadas para o fim de semana, enquanto monitoram um segundo lago recém‑formado nas áreas afetadas, detectado por imagens aéreas após a suspensão temporária dos esforços de resgate devido ao risco de novas enxurradas. O desastre ocorreu na quarta‑feira, quando enxurradas repentinas arrastaram sedimentos, areia, cascalho e rochas gigantes pelos vales íngremes da região montanhosa da fronteira. Essas cheias súbitas deixaram centenas de vítimas mortais e provocaram destruição em comunidades isoladas. O primeiro lago, identificado logo após o alagamento, já havia forçado a interrupção das operações de busca e salvamento, pois o volume de água ainda representava perigo imediato para equipes de socorro. A descoberta do segundo lago, localizado a montante da zona onde ocorreram as mortes, reacendeu temores de um novo dilúvio. Autoridades nepalesas afirmam que o risco de novas inundações permanecerá até que ambos os lagos sejam totalmente drenados, mas não divulgaram cronograma ou plano de ação para o escoamento das águas acumuladas. Enquanto isso, a população afetada aguarda assistência, e a comunidade internacional acompanha a situação, sobretudo pelos desaparecidos estrangeiros. Sem informações claras sobre quando o resgate será retomado nem sobre as medidas específicas para drenar os lagos, a população permanece em estado de vulnerabilidade. A falta de respostas oficiais deixa dúvidas sobre a capacidade de resposta diante de novas chuvas e do potencial de outro colapso hídrico.
Redação Jornal Voz do Litoral
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