EUA afundam embarcação do tráfico com apoio do Equador

O Exército dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (28) a interceptação e destruição de uma embarcação suspeita de apoiar o tráfico internacional de drogas em águas internacionais do Pacífico Oriental. A operação, conduzida em coordenação com o governo do Equador, marcou a primeira ação conjunta desse tipo entre os dois países. Segundo o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), a embarcação atuava como estação de reabastecimento flutuante, abastecendo embarcações usadas em rotas do narcotráfico. Informações de inteligência indicavam que o navio operava em apoio à organização criminosa Los Choneros, classificada pelos EUA como narcoterrorista e uma das principais facções do Equador. A operação foi realizada pela Força-Tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental (JTF-WHEM), com apoio de fuzileiros navais e marinheiros do navio anfíbio USS San Antonio. Os militares abordaram, revistaram e liberaram a embarcação sem incidentes. Os ocupantes, um grupo de equatorianos, foram levados ao porto de Manta, no Equador, onde negaram envolvimento com o tráfico. As autoridades americanas não informaram se houve apreensão de drogas ou se os ocupantes responderão a investigações locais. O SOUTHCOM afirmou que a ação interrompeu um elo logístico das organizações criminosas. O comandante Francis L. Donovan destacou que a destruição da embarcação faz parte da Coalizão Americana Contra Cartéis (A3C) e representa um ‘golpe direto’ contra as redes responsáveis por transportar drogas aos EUA. A operação ocorre em meio a um esforço ampliado dos EUA para combater o narcotráfico na região, parte do Escudo das Américas, coalizão antidrogas com cerca de 20 países. O presidente equatoriano Daniel Noboa intensificou a cooperação com Washington diante do avanço da violência ligada ao narcotráfico no país. Em agosto, o Equador autorizou a permanência de militares dos EUA em seu território por até 180 dias sem visto e concedeu imunidade migratória às tropas. O Ministério da Defesa do Equador também anunciou o envio de navios de guerra e helicópteros Black Hawk para reforçar o patrulhamento marítimo e costeiro.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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