Fontes citadas pelo blog revelam que, desde dezembro, discussões sobre uma suposta “acomodação” no caso Master circulam nos corredores do poder em Brasília. O termo “acordões”, usado como eufemismo para uma operação de contenção política, aparece no plural, indicando a percepção de múltiplas tentativas de acordo entre diferentes grupos. Uma fonte afirmou que a ideia de um acordo é impossível diante das investigações em curso, enquanto outra comparou o clima atual ao pré‑Mensalão, sugerindo que atores acreditam poder operar à margem do escrutínio público. Entre os nomes citados, há acusações de que uma eventual acomodação poderia atender aos interesses de Davi Alcolumbre, Paulo Gonet e Alexandre de Moraes, ao passo que outra corrente aponta Flávio Bolsonaro e o bolsonarismo como interessados em uma saída favorável, possivelmente influenciada por decisões do ministro André Mendonça. O centrão seria beneficiado em qualquer cenário, por manter relações com ambos os lados. As fontes ressaltam que não há confirmação de um acordo fechado, apenas suspeitas cruzadas e costuras em curso, conforme já revelado em fases anteriores do caso. O ponto comum entre os diferentes lados é a incapacidade de prever o desfecho, e a percepção de que a crise já ultrapassa personagens individuais, atingindo a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, que segundo as fontes, chegou a um ponto de difícil retorno.
Redação Jornal Voz do Litoral
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