Na noite de quinta‑feira, 3 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra o colega magistrado André Mendonça. O pedido foi apresentado no âmbito do inquérito das fake news e traz indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na relatoria dos casos Master e INSS. Dois dias antes, em 1º de abril, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelava mensagens e contatos entre Moraes e o ex‑dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Diante da escalada das tensões, Fachin concedeu cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador‑geral da República, Paulo Gonet, e o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem suas manifestações. O episódio foi analisado no podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, com a participação do repórter de política do G1, Reynaldo Turollo Jr, e da colunista do Valor Econômico, Maria Cristina Fernandes, que avaliaram o impacto da crise no funcionamento da Corte e nas perspectivas da corrida eleitoral. O pedido de Moraes eleva o debate sobre a condução dos processos Master e INSS, ao mesmo tempo em que coloca em xeque a relação entre magistrados e setores financeiros. Até o término do prazo estabelecido por Fachin, não há respostas públicas de Mendonça, do PGR ou da Polícia Federal, deixando indefinida a direção da investigação e alimentando dúvidas sobre a transparência dos procedimentos internos do STF.
Redação Jornal Voz do Litoral
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