Na manhã desta sexta‑feira, 4 de setembro, equipes da Polícia Militar Ambiental de São Paulo e do Corpo de Bombeiros atenderam a um chamado de moradores de Caraguatatuba que relataram a presença de um cachorro‑do‑mato (Cerdocyon thous) em situação de risco em área urbana. A corporação de bombeiros realizou a contenção inicial, enquanto a PM Ambiental assumiu a situação, transportando o animal para avaliação veterinária. Os exames realizados confirmaram que a fêmea encontrava‑se em boas condições de saúde, apta a retornar ao seu habitat natural. A presença de animais silvestres nas proximidades de áreas de conservação, como o Parque Estadual da Serra do Mar, é recorrente na região litorânea do Estado de São Paulo. O cachorro‑do‑mato, espécie típica da Mata Atlântica, costuma percorrer corredores verdes que ligam áreas rurais a fragmentos urbanos, o que pode gerar encontros inesperados com a população. Autoridades ambientais ressaltam que a captura por civis pode colocar em risco tanto o animal quanto as pessoas, recomendando que a população acione os órgãos competentes ao avistar fauna silvestre em situação vulnerável. Após a liberação, a Polícia Ambiental conduziu o animal até uma zona de Mata Atlântica dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, onde foi solta. O procedimento seguiu protocolos de reintrodução, garantindo que o animal não fosse exposto a doenças ou predadores urbanos. Até o momento, nenhuma das instituições envolvidas respondeu a solicitações de comentários adicionais sobre medidas preventivas ou monitoramento de ocorrências semelhantes. O caso evidencia a necessidade de políticas públicas que conciliem a expansão urbana com a preservação da fauna local, sobretudo em cidades costeiras como Caraguatatuba, onde o contato entre seres humanos e animais silvestres tende a aumentar. Enquanto a saúde do animal foi confirmada, permanece sem resposta oficial o motivo que levou o cachorro‑do‑mato a adentrar a zona urbana, apontando para lacunas na gestão de corredores ecológicos e na comunicação entre autoridades e comunidade.
Redação Jornal Voz do Litoral
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