Enquanto a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) volta a ser pauta nas campanhas, os principais candidatos à Presidência da República se manifestaram novamente, porém suas falas deixam lacunas sobre procedimentos e responsabilidades. No mesmo período, o mercado financeiro mostrou dólar comercial a R$ 5,130 (alta de 0,5 %), dólar turismo a R$ 5,329 (0,53 %), euro comercial a R$ 5,958 (0,37 %) e Ibovespa recuou 0,02 % para 185.147 pontos, indicando volatilidade que acompanha o clima político. Luiz Inácio Lula (PT) afirmou que “ninguém, em nome da democracia, pode usar o cargo para benefício pessoal”, estendendo a regra a todas as profissões. Flávio Bolsonaro (PL) declarou defesa “intransigente” do STF e criticou a permanência de Alexandre de Moraes, pedindo que o plenário autorize investigação. Renan Santos (Missão) acusou o inquérito de ser casuístico e sugeriu necessidade de nova Constituição. Ronaldo Caiado (PSD) elogiou iniciativa do ministro André Mendonça ao expor nomes envolvidos nas denúncias. Augusto Cury (Avante) conclamou reforma do STF e punição para quem comete crime. As declarações reforçam a disputa eleitoral, mas não esclarecem quais medidas concretas serão adotadas para investigar ou reformar o Judiciário. Até o momento, nenhum dos candidatos detalhou propostas legislativas nem indicou prazos para ação, deixando o eleitor sem respostas claras antes da votação em 4 de outubro.
Redação Jornal Voz do Litoral
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