O candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, afirmou em entrevista à CNN na sexta‑feira (4) que pretende “fatiar” a Petrobras em três, quatro ou cinco empresas, com o objetivo de gerar competição e beneficiar o consumidor. Zema reiterou seu projeto de governo de privatizar a estatal, argumentando que “toda empresa que dá resultado vale muito mais do que uma empresa que dá prejuízo” e que o processo deve ser conduzido “de maneira correta” para promover desenvolvimento econômico. Ele destacou que o país poderia arrecadar um valor superior ao atual pagamento de dividendos da Petrobras, citando o setor privado como principal motor da economia brasileira e afirmando que o Brasil não possui a “alimentobras” e que, hoje, é o país mais bem‑sucedido na produção de alimento. Em outras declarações, Zema já havia mencionado a intenção de privatizar também o Banco do Brasil. Na mesma entrevista, o candidato lembrou que a Petrobras construiu duas grandes refinarias durante a gestão do PT, as quais ele classificou como “as refinarias mais caras do mundo” e que, apesar do investimento, o Brasil ainda depende de importação de gasolina e óleo diesel, indicando que as unidades não conseguem atender a demanda nacional. Zema não apresentou detalhes sobre o modelo de divisão, os critérios de seleção das novas empresas nem o cronograma para a implementação. A Petrobras não se pronunciou sobre a proposta, assim como os órgãos reguladores do setor energético. A ausência de informações concretas deixa em aberto questões sobre a viabilidade jurídica, os impactos no emprego e na segurança energética do país.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


