A Embaixada dos Estados Unidos em Havana divulgou nesta sexta-feira um alerta de saúde para Cuba, advertindo viajantes e residentes sobre um aumento de doenças intestinais e casos de diarreia ligados à deterioração dos sistemas de água e energia elétrica. O comunicado aponta que a escassez de energia, decorrente de apagões frequentes, compromete o armazenamento de alimentos e o controle de temperatura, favorecendo a proliferação de patógenos. O alerta surge nove meses após o governo Trump impor restrições ao fornecimento de combustíveis à ilha, medida que intensificou os apagões e dificultou a refrigeração doméstica e comercial. Especialistas independentes em direitos humanos, nomeados pela ONU, classificaram o bloqueio como violação do direito internacional e alertaram para o risco crescente de surtos de doenças. Eles ressaltam que a falta de água potável e a conservação inadequada de alimentos aumentam a vulnerabilidade da população, que já enfrenta febre, dores no corpo e longos períodos de diarreia. O alerta recomenda cautela ao consumir alimentos perecíveis e evitar produtos que tenham permanecido em temperatura ambiente por tempo prolongado, sem que haja uma resposta oficial das autoridades cubanas sobre medidas corretivas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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