No dia 3 de setembro, uma cobra cenográfica de 30 metros foi erguida no Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito de Santarém, marcando o início da Virada Cultural Amazônia de Pé, campanha que coincide com o Dia da Amazônia (5 de setembro) e a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais de 4 de outubro. A Virada Cultural Amazônia de Pé, quinta edição da campanha de preservação, tem como tema “Cada voto pela Amazônia conta”. O movimento, formado por mais de 20 mil ativistas e cerca de 300 coletivos e ONGs, aproveita o Dia da Amazônia – oficial desde 1968 em Acre e Amazonas e reconhecido por lei nacional desde 2007 – para mobilizar eleitores a escolher candidatos comprometidos com a conservação ambiental. O dia 5 de setembro também marca a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais de 4 de outubro. Durante o fim de semana, festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates são realizados nas cinco regiões do país, com um mapa online que indica mais de 300 atividades. A codiretora executiva Catarina Nefertari destaca a necessidade de levar às ruas a mensagem de que planos de governo frequentemente ignoram soluções territoriais. Karina Penha, codiretora do movimento, alerta para as Florestas Públicas Não Destinadas, que ainda carecem de definição oficial e ficam vulneráveis a crimes ambientais. Dados do DETER, divulgados pelo INPE, apontam queda de 36,87% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, totalizando 2.874,38 km² em alerta – o menor índice desde 2016, equivalente à metade do Distrito Federal. A campanha busca transformar a mobilização cultural em influência concreta nas urnas, mas ainda não há declaração de candidatos sobre compromissos específicos. A ausência de respostas oficiais deixa incerta a capacidade da iniciativa de converter a participação em políticas de proteção efetiva da floresta amazônica.
Redação Jornal Voz do Litoral
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