No dia 7 de setembro, a Avenida Paulista recebeu um ato da direita promovido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, foi o centro da homenagem, com manifestantes carregando um boneco inflável gigante que reproduzia sua imagem. Os slogans predominantes eram “Fora Lula” e “Fora Moraes”, indicando a articulação contra a esquerda e contra o ministro Alexandre de Moraes. A demonstração ganhou força depois que Mendonça retirou o sigilo de uma investigação que envolvia mensagens trocadas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, e o próprio Moraes. Essa divulgação foi usada como argumento para intensificar a pressão pelo impeachment de Moraes, culminando no pedido de impeachment protocolado na última quarta‑feira (2) pelo senador Alessandro Vieira (MDB‑SE). O ato começou por volta das 15h, porém grupos de apoiadores já ocupavam a avenida antes do horário marcado, vestindo camisetas nas cores da bandeira brasileira e carregando bandeiras nacionais. Além de Flávio Bolsonaro, participaram da manifestação o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição, e diversos candidatos de direita ao Congresso. Discursos também citaram a prisão do ex‑presidente Jair Bolsonaro, usando‑a como argumento contra a permanência da esquerda no poder e em defesa da candidatura de Flávio. O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação contra Bolsonaro, tornou‑se um dos alvos principais do bolsonarismo, conforme enfatizado por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que afirmou que a libertação de Bolsonaro depende da vitória de Flávio. O evento, marcado por símbolos de apoio e de contestação, evidencia a convergência entre a agenda judicial e a campanha política de direita, mas deixa sem respostas oficiais do STF sobre a motivação da quebra de sigilo e sobre possíveis consequências institucionais da pressão por impeachment.
Redação Jornal Voz do Litoral
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